domingo, 12 de julho de 2015

Quem Avisa Amigo É!



Como sou uma pessoa extremamente educada, de comportamento afável, sensível, compreensivo, enfim, praticamente um ser iluminado (rs), acredito ser extremamente polido avisar: de hoje em diante, todo aquele que ouse juntar, na minha presença, duas singelas palavrinhas, quais sejam, SE + PERMITIR, terá seu lindo nominho escrito, em letra de forma (para melhor entendimento da baixa espiritualidade), em papeizinhos já devidamente separados aqui e adequadamente costurados na boca de um sapo (falta providenciar esse quesito!). Dá pra entender, ou preciso desenhar? (rs)

PS: Se as demoníacas palavras supracitadas vierem acompanhadas de “viver a vida plena e abundantemente”, ao sapo agregaremos um belíssimo ebó, todo trabalhado no vermelho e preto!








segunda-feira, 6 de julho de 2015

Lifetime

Como é de domínio público (rs) eu adoro esses filminhos de pedido de casamento! A maioria é até muito previsível. Alguns, no entanto, ficam uma delícia! Esse é um bom exemplo. O carinha é bailarino. Então, o namorado (que não sabia dançar) resolveu preparar uma surpresa... e, pra matar a pau, acabar com o pequi de Goiás e congêneres, escolheu Lifetime, do Steve Moakler, como trilha sonora. Não existe música com uma letra mais linda e apropriada que esta para uma declaração de amor!

E ainda tem gente que não acredita em príncipe encantado! (rs)


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Desejo e Felicidade

 "Na medida em que desejamos o que nos falta, é impossível sermos felizes. Por quê? Porque o desejo é falta, e porque a falta é um sofrimento. Como você pode querer ser feliz se lhe falta, precisamente, aquilo que você deseja? No fundo, o que é ser feliz?

Evoquei a resposta que encontramos em Platão e Kant: ser feliz é ter o que se deseja. Não necessariamente tudo o que se deseja, porque nesse caso é fácil compreender que nunca seríamos felizes e que a felicidade, como diz Kant, seria um ideal não da razão, mas da imaginação. Ser feliz não é ter tudo o que se deseja, mas pelo menos uma boa parte, talvez a maior parte do que se deseja.

Mas, se o desejo é falta, só desejamos, por definição, o que não temos. Ora, se só desejamos o que não temos, nunca temos o que desejamos... logo, nunca somos felizes! Não que o desejo nunca seja satisfeito, a vida não é tão difícil assim. Mas é que, assim que um desejo é satisfeito, já não falta... logo, já não há desejo!

Assim que um desejo é satisfeito, ele se abole como desejo. "O prazer", escreverá Sartre, "é a morte e o fracasso do desejo". E longe de ter o que desejamos, temos então o que desejávamos e já não desejamos mais."

(André Comte-Sponville, “A Felicidade, Desesperadamente”)

PS: Pequena observação a Sense8, essa maravilha de série! Quero apenas ressaltar (não vi menção a isso nos vários comentários que li) a beleza e a “pontaria” absolutamente certeira na escolha da trilha musical. Um deslumbre, aliado a um extremo bom gosto! Destaque especial à belíssima interpretação de “Knocking on Heaven's Door”. Eu, que já gostava da versão original com Bob Dylan, amei de paixão essa interpretação ímpar do Antony & The Johnsons!