Como sou uma pessoa extremamente educada, de comportamento
afável, sensível, compreensivo, enfim, praticamente um ser iluminado (rs),
acredito ser extremamente polido avisar: de hoje em diante, todo aquele que
ouse juntar, na minha presença, duas singelas palavrinhas, quais sejam, SE +
PERMITIR, terá seu lindo nominho escrito, em letra de forma (para melhor
entendimento da baixa espiritualidade), em papeizinhos já devidamente separados
aqui e adequadamente costurados na boca de um sapo (falta providenciar esse
quesito!). Dá pra entender, ou preciso desenhar? (rs)
PS: Se as demoníacas palavras supracitadas vierem
acompanhadas de “viver a vida plena e abundantemente”, ao sapo agregaremos um
belíssimo ebó, todo trabalhado no vermelho e preto!
Como é de domínio público (rs) eu adoro esses filminhos de
pedido de casamento! A maioria é até muito previsível. Alguns, no entanto,
ficam uma delícia! Esse é um bom exemplo. O carinha é bailarino. Então, o
namorado (que não sabia dançar) resolveu preparar uma surpresa... e, pra matar
a pau, acabar com o pequi de Goiás e congêneres, escolheu Lifetime, do Steve
Moakler, como trilha sonora. Não existe música com uma letra mais linda e
apropriada que esta para uma declaração de amor!
E ainda tem gente que não acredita em príncipe encantado!
(rs)
"Na medida em
que desejamos o que nos falta, é impossível sermos felizes. Por quê? Porque o
desejo é falta, e porque a falta é um sofrimento. Como você pode querer ser
feliz se lhe falta, precisamente, aquilo que você deseja? No fundo, o que é ser feliz?
Evoquei a resposta que encontramos em Platão e Kant: ser
feliz é ter o que se deseja. Não necessariamente tudo o que se deseja, porque
nesse caso é fácil compreender que nunca seríamos felizes e que a felicidade,
como diz Kant, seria um ideal não da razão, mas da imaginação. Ser feliz não é
ter tudo o que se deseja, mas pelo menos uma boa parte, talvez a maior parte do
que se deseja.
Mas, se o desejo é falta, só desejamos, por definição, o que
não temos. Ora, se só desejamos o que não temos, nunca temos o que desejamos...
logo, nunca somos felizes! Não que o desejo nunca seja satisfeito, a vida não é
tão difícil assim. Mas é que, assim que um desejo é satisfeito, já não falta...
logo, já não há desejo!
Assim que um desejo é satisfeito, ele se abole como desejo.
"O prazer", escreverá Sartre, "é a morte e o fracasso do
desejo". E longe de ter o que desejamos, temos então o que desejávamos e
já não desejamos mais."
PS: Pequena observação a Sense8, essa maravilha de série!
Quero apenas ressaltar (não vi menção a isso nos vários comentários que li) a
beleza e a “pontaria” absolutamente certeira na escolha da trilha musical. Um
deslumbre, aliado a um extremo bom gosto! Destaque especial à belíssima
interpretação de “Knocking on Heaven's Door”. Eu, que já gostava da versão
original com Bob Dylan, amei de paixão essa interpretação ímpar do Antony &
The Johnsons!